﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Vanessa Lampert</title>
	<atom:link href="http://www.vanessalampert.com.br/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.vanessalampert.com.br</link>
	<description>.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Sep 2010 22:22:54 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Ponta da Figueira</title>
		<link>http://www.vanessalampert.com.br/?p=115</link>
		<comments>http://www.vanessalampert.com.br/?p=115#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 22:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alto Padrão]]></category>
		<category><![CDATA[Eldorado]]></category>
		<category><![CDATA[Even]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Melnick]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Terrenos em condomínio fechado]]></category>
		<category><![CDATA[barco]]></category>
		<category><![CDATA[condomínio com marina]]></category>
		<category><![CDATA[eldorado do sul]]></category>
		<category><![CDATA[Imóvel]]></category>
		<category><![CDATA[Imóvel na Planta]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[lancha]]></category>
		<category><![CDATA[marina]]></category>
		<category><![CDATA[marina privativa]]></category>
		<category><![CDATA[oportunidade]]></category>
		<category><![CDATA[pré-lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Rial Imóveis]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Lampert]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.vanessalampert.com.br/?p=115</guid>
		<description><![CDATA[
Ponta da Figueira é uma idéia incrível! Um condomínio horizontal, de alto padrão, com canais navegáveis e área de preservação. De frente para o Guaíba, com vista lindíssima para Porto Alegre e fácil acesso à cidade. Fica em Eldorado do Sul e será construída uma hidrovia para a navegação até a cidade de Porto Alegre. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-117" title="1267102855_76305567_1-Fotos-de--PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS" src="http://lampert.com.br/vanessalampert/wp-content/uploads/2010/09/1267102855_76305567_1-Fotos-de-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS1.jpg" alt="1267102855_76305567_1-Fotos-de--PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS" width="396" height="336" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ponta da Figueira é uma idéia incrível! Um condomínio horizontal, de alto padrão, com canais navegáveis e área de preservação. De frente para o Guaíba, com vista lindíssima para Porto Alegre e fácil acesso à cidade. Fica em Eldorado do Sul e será construída uma hidrovia para a navegação até a cidade de Porto Alegre. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O projeto é lindíssimo e tem a assinatura da Melnick Even.  A área total é 718 mil metros quadrados e são 305 lotes de, no mínimo, 600 metros quadrados. Calado mínimo de dois metros para barcos, lanchas e veleiros de até 55 pés, quem adquirir um lote molhado (com acesso direto a canal) poderá deixar seu barco em frente de casa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="alignnone size-full wp-image-118" title="1267102855_76305567_3-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS-Terrenos" src="http://lampert.com.br/vanessalampert/wp-content/uploads/2010/09/1267102855_76305567_3-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS-Terrenos.jpg" alt="1267102855_76305567_3-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS-Terrenos" width="625" height="405" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O empreendimento também contará com a maior marina particular do Estado, que comportará cerca de 180 embarcações.Além disso, terá uma completa área de lazer, incluindo praia artificial, com piscina de 1.100m² com fundo de areia e borda infinita com vista para o Guaíba. Deslumbrante!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="alignnone size-full wp-image-119" title="1267102855_76305567_4-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS-Imoveis" src="http://lampert.com.br/vanessalampert/wp-content/uploads/2010/09/1267102855_76305567_4-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS-Imoveis.jpg" alt="1267102855_76305567_4-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS-Imoveis" width="457" height="625" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Praças, rede elétrica subterrânea, quadra de tênis, pista de skate, quadra poliesportiva, brinquedoteca e uma infinidade de outros itens que permitirão uma excelenete qualidade de vida para os moradores deste local exclusivo. As imagens que já temos são de tirar o fôlego. <strong>Mais informações e reservas, escreva-me:  rial.vanessa@gmail.com</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"><img class="alignnone size-full wp-image-120" title="1267102855_76305567_2-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS-Eldorado-do-Sul" src="http://lampert.com.br/vanessalampert/wp-content/uploads/2010/09/1267102855_76305567_2-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS-Eldorado-do-Sul.jpg" alt="1267102855_76305567_2-PONTA-DA-FIGUEIRA-MARINA-TERRENOS-COM-CANAIS-NAVEGaVEIS-Eldorado-do-Sul" width="625" height="405" /></span><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.vanessalampert.com.br/?feed=rss2&amp;p=115</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>La Scultura</title>
		<link>http://www.vanessalampert.com.br/?p=112</link>
		<comments>http://www.vanessalampert.com.br/?p=112#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 21:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alto Padrão]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Sipar]]></category>
		<category><![CDATA[Zona Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Imóvel]]></category>
		<category><![CDATA[Imóvel na Planta]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[La Scultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Rial Imóveis]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Lampert]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.vanessalampert.com.br/?p=112</guid>
		<description><![CDATA[
Ainda não temos muitas informações sobre esse empreendimento, pois ainda está em fase de pré-lançamento. Só o que posso dizer é que a construtora é a Sipar, o empreendimento é de alto padrão, em área nobre de Porto Alegre. São duas torres: Firenze (com entrada pela Rua Filadélfia) e a Toscana (com entrada pela Av. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><img class="alignnone size-full wp-image-113" title="La Scultura" src="http://lampert.com.br/vanessalampert/wp-content/uploads/2010/09/5.jpg" alt="La Scultura" width="370" height="530" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda não temos muitas informações sobre esse empreendimento, pois ainda está em fase de pré-lançamento. Só o que posso dizer é que a construtora é a Sipar, o empreendimento é de alto padrão, em área nobre de Porto Alegre. São duas torres: Firenze (com entrada pela Rua Filadélfia) e a Toscana (com entrada pela Av. Mariland), cada torre tem sua própria infra-estrutura de lazer completa. A Torre Toscana tem apartamentos de 101m² e a Firenze tem apartamentos de 115m². </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já pode garantir sua unidade em preço especial de pré-lançamento. Excelente opção tanto para moradia quanto para investimento, pois é o m² mais barato da região. Dificilmente você encontrará algo nesse nível por menos de 500 mil no Higienópolis.  Mais informações, me escreva: rial.vanessa@gmail.com<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.vanessalampert.com.br/?feed=rss2&amp;p=112</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vento do Moinhos</title>
		<link>http://www.vanessalampert.com.br/?p=92</link>
		<comments>http://www.vanessalampert.com.br/?p=92#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 May 2010 16:17:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da corretora]]></category>
		<category><![CDATA[guarda chuva]]></category>
		<category><![CDATA[imobiliária]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[moinhos de vento]]></category>
		<category><![CDATA[sombrinha]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Lampert]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.vanessalampert.com.br/?p=92</guid>
		<description><![CDATA[Horário de  almoço, resolvi dar uma volta na região, antes do almoço propriamente  dito. A chuva caía, discreta, como somente Porto Alegre sabe chover.  Saquei a pequena sombrinha da bolsa e fui, charmosamente, subindo as  lindas ruas do Moinhos de Vento. Não vi moinho algum, mas o vento me  pegou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Horário de  almoço, resolvi dar uma volta na região, antes do almoço propriamente  dito. A chuva caía, discreta, como somente Porto Alegre sabe chover.  Saquei a pequena sombrinha da bolsa e fui, charmosamente, subindo as  lindas ruas do Moinhos de Vento. Não vi moinho algum, mas o vento me  pegou a uma quadra e meia dali. Virou minha sombrinha do avesso,  amassou, mastigou e cuspiu fora. Olhei e havia duas opções: rir ou  chorar. Escolhi rir. As hastes quebradas, retorcidas, descolaram do  tecido. Toda a estrutura desmoronara. Não houve outro destino possível,  ela teve de ir para o lixo. Eu gostava dela, mas não pude fazer nada,  nem curtir o luto, devido à situação periclitante. Felizmente consegui  abrigo sob os guarda-sóis de um pub (porque nos outros bairros tem  barzinho, mas o Moinhos tem Pub. Bairro chique é outra coisa). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fiquei lá,  parada, vendo a chuva chover, até que, como um enviado divino, um  vendedor de guarda-chuvas, magro e moreno, surgiu oferecendo  guarda-chuvas superfaturados. Em dias secos, eles custam dez Reais, mas  em plena chuva, não menos de vinte. Fazer o quê? Lá se foi meu almoço,  mas troquei vinte pila por um guarda-chuva grande, que o cara jurou que  não se desmontava. Ok, saí toda feliz, armada com um novo guarda-chuva,  de xadrez azul, bonitinho. Meia quadra abaixo, uma nova rajada de vento  ensandecida veio por baixo do dito-cujo e virou as hastes e a tela do  avesso. As hastezinhas sem-vergonha entortaram feio e somente aí eu  percebi a péssima qualidade da coisa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todo um novo  mundo se abriu para mim quando meu guarda-chuva virou do avesso. Os  guarda-chuvas não são todos iguais. O tempo parou por um instante, vi as  pessoinhas congeladas, e em seguinda, em slow-motion, com seus  guarda-chuvas e sombrinhas bem firmes, abertos, enquanto o meu dançava  para lá e para cá, entortando-se a seu bel-prazer. Pensei: &#8220;onde raios  essas pessoas compram seus guarda-chuvas? Como eles serão por dentro?&#8221;.  Os guarda-chuvas não são todos iguais. O rapaz vendedor dos  guarda-chuvas <em>made in Ferno</em> (certamente ele era enviado de uma  entidade nada divina) passou novamente. Eu mostrei a ele o que havia  acontecido e ele, cara-duramente disse que nada poderia fazer e ainda me  advertiu que eu deveria cuidar melhor do produto&#8230;hahahaha&#8230;eu disse:  &#8220;com certeza, da próxima vez não sairei com ele na chuva, para não  estragar&#8221;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os danos foram  irreversíveis. Duas hastes entortaram-se como os talheres de Uri Geller.  O mais interessante é que eu ficava parada, esperando o vento cessar.  Nada de vento. Caminhava. O vento aparecia, subitamente. Se eu parasse,  ele parava também. Ele me perseguia. Ou eu era o vento. Resultado:  fiquei sem almoço e cheguei na imobiliária encharcada como se tivesse  tomado um banho na rua. Feliz &#8211; porque eu sou uma pessoa feliz &#8211; pela  oportunidade de encarar uma situação extrema, na qual é praticamente  impossível encontrar um lado bom. Eu sempre encontro. Encontrei vários.  Alguns foram arrastados pelo vento, mas eu os encontrei, não importa. E  fiquei feliz por não ter feito uma escova ontem, ou teria perdido  sessenta Reais ao invés de vinte. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entrei na  imobiliária e foi impossível não atrair nenhuma atenção, com aquela cara  de mergulhada. Anunciei o que acontecera para todo o prédio, e ninguém  perguntou mais. Fiz aquela cara de alienígena, que faz com que ninguém  mais me pergunte nada, mesmo, e sentei à mesa para escrever este texto.  Pensando, ainda, o que as rajadas de vento têm contra a minha pessoa. Ou  qual é a conexão que as rajadas de vento têm comigo. Por que o vento se  move quando me movo? E onde as pessoas compram bons guarda-chuvas? Uma  tempestade maluca de repente altera todas as prioridades do seu dia.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.vanessalampert.com.br/?feed=rss2&amp;p=92</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Outra face do Corretor de Imóveis</title>
		<link>http://www.vanessalampert.com.br/?p=84</link>
		<comments>http://www.vanessalampert.com.br/?p=84#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 20:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.vanessalampert.com.br/?p=84</guid>
		<description><![CDATA[Publicado originalmente no Lampertop, em: http://lampertop.com.br/?p=471
Comecei,  recentemente, a trabalhar em uma imobiliária aqui de Porto Alegre como  corretora de imóveis. Fiz trabalhos paralelos (porém informais) com  vendas a vida inteira e ninguém nunca se incomodou (nem me incomodou)  com isso. Aí resolvo divulgar – e eu tenho que divulgar, caramba, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente no Lampertop, em: <a href="http://lampertop.com.br/?p=471" target="_blank">http://lampertop.com.br/?p=471</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Comecei,  recentemente, a trabalhar em uma imobiliária aqui de Porto Alegre como  corretora de imóveis. Fiz trabalhos paralelos (porém informais) com  vendas a vida inteira e ninguém nunca se incomodou (nem me incomodou)  com isso. Aí resolvo divulgar – e eu tenho que divulgar, caramba, como  vou vender alguma coisa se ficar escondida? – e recebo alguns  comentários engraçados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Algumas  pessoas demonstraram profunda tristeza e quase me deram os pêsames,  como se eu estivesse enterrando minha carreira de escritora ad eternum.  Queísso, povo? Eu só resolvi ter uma profissão bonitinha para não  precisar viver de bicos, ter minha independência financeira e  desenvolver disciplina, qual é o mal nisso?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trabalhar  como corretora não impede que continue escrevendo, nem que continue  trabalhando com biscuit…não me impede de fazer absolutamente nada,  exceto de lavar a louça do almoço quando tenho de ficar o dia inteiro em  um plantão </span><span style="color: #000000;"> (final  de semana passei inteiro em plantão do Fit Jardins. Fiquei com vontade  de morar no apartamento decorado&#8230;risos&#8230;)</span><span style="color: #000000;">. Aí tenho sido obrigada a me organizar – coisa que eu queria  fazer há muito tempo e finalmente consegui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existe  um preconceito esquisitinho em relação ao corretor de imóveis, que  ainda não entendi direito. As pessoas acham que o corretor vai lhes  passar a perna, que está só interessado em comissão e que não tem ética,  nem caráter. Na verdade, pessoas assim existem em qualquer profissão.  Existem médicos que não estão nem aí para você, só querem seu dinheiro.  Por causa disso você vai desprezar toda a classe médica? Eu não deixo de  ser eu mesma só por ter um registro no CRECI e trabalhar em uma  imobiliária!! Continuo a ser ética, honesta, a querer ajudar os outros  (às vezes pensando mais nos outros do que em mim)…e isso tudo eu uso no  meu trabalho. O trabalho do corretor é facilitar as relações entre  vendedor e comprador. É basicamente o mesmo trabalho do Agente  Literário, só que em outro ramo de atuação. O Agente Literário é um  corretor, um parceiro do escritor, fazendo a ponte entre ele – que quer  vender – e a editora – que quer comprar, para convencer a editora de que  esse escritor seria um bom investimento. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O  corretor de imóveis também faz essa ponte entre alguém que quer vender  um imóvel (uma construtora ou uma pessoa) e alguém que tem interesse em  comprar (para morar ou para investir). Não vejo nada de mais nisso.  Trabalhando em imobiliária o valor da comissão do corretor é bem menor  (beeeeeeem menor mesmo), mas o volume de trabalho é potencialmente   maior e você tem toda a estrutura da imobiliária à sua disposição. No  meu caso, escolhi (sim, escolhi, porque eu sou chique…risos…) a<a href="http://www.rial.com.br/" target="_blank"> Rial Imóveis</a>, pelo  estilo mais “humano” de trabalhar. É uma imobiliária grande (ganhou o  Top of  Mind 2009), mas tem um jeito família, sabe? Gostei bastante.  Claro que em ambiente de trabalho tem todo tipo de gente, mas como sou  otimista incorrigível, acredito que tudo é questão de se saber lidar e  conheci pessoas extraordinárias ali.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O  maior problema é lidar com esse preconceito de algumas pessoas. As  pessoas têm medo de serem enganadas, ou têm traumas por terem sido mal  atendidas em situações anteriores. Além disso, o início de qualquer  coisa é sempre complicado. Até eu conseguir aprender direitinho, me  inteirar das milhões de coisas que compõem o mercado imobiliário demanda  algum tempo, mas tenho sido bem sucedida nesse meu intento. Fora isso,  eu preciso descobrir onde se escondem os grandes investidores. Existe  uma lenda que diz que algumas pessoas investem bastante em imóveis,  especialmente lançamentos, na planta (a Rial trabalha com muitos  empreendimentos assim, todos de construtoras sérias, fazendo disso um  investimento rentável e seguro). Vejo meus colegas negociando com eles.  Compram dois, três imóveis, às vezes mais. Não sei o que eles fazem, nem  onde vivem, nem o que comem, mas quero ser assim quando crescer, poder  ligar para um corretor e comprar três imóveis na planta para revender  quando o empreendimento for lançado, menos de dois anos depois,  recebendo – sei lá – três vezes o que investi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Claro que quando você pensa em vender vários imóveis para vários investidores, a evolução natural desse pensamento seria contabilizar as comissões dessas vendas. No  entanto, eu sou um alien. Quando penso em encontrar investidores e  vender para eles, penso mais no prazer de ajudá-los a encontrar o melhor  investimento, um bom empreendimento, fazer com que eles ganhem dinheiro  e fiquem felizes do que na comissão propriamente dita. E quando penso  em anunciar o imóvel de alguém para vender, quero ajudar aquela pessoa a  conseguir um bom preço pelo seu imóvel, um comprador que não lhe dê  problemas e fazê-la ficar feliz com o negócio. Quando penso em vender um  imóvel para uma pessoa que o queira para morar, penso em ajudá-la a  realizar seu sonho, encontrando para ela o melhor imóvel possível, que  se encaixe em seus desejos, que não lhe dê problemas e fazer com que ela  fique feliz no final das contas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não que eu não pense em dinheiro,  afinal, preciso pagar minhas (muitas) contas, castrar os gatinhos que a gente encontra na rua, ajudar nossos trabalhos de recuperação de vidas e comprar maquiagem (a pessoa tem direito a futilidade na vida), entenda o que quero dizer, a comissão é consequência, é algo que eu vou receber de qualquer maneira  se vender (coisa que qualquer vendedor recebe), mas não é isso que me dá prazer ou alegria, não é atrás disso  que eu corro. O que me dá prazer e alegria é ver a  pessoa feliz após a  negociação finalizada, tenho prazer em ajudar, em ser útil. Claro que  para nosso mundo atual ter esse tipo de visão é ser taxada de imbecil,  de ingênua. Eu sei como o mundo funciona, sei de toda a malícia que  existe nele, mas escolhi viver como acredito que deva viver, como me faz  bem. Escolhi viver assim, caramba, tenho trinta anos, sei o que estou  fazendo.  Duvido que seja a única. Se vender menos do que venderia se  não tivesse esses princípios, não me importa. Sei que ninguém tira o que  Deus me deu, e isso me basta. Se Ele me deu, não vou perder, não  preciso passar por cima de ninguém para isso. É assim que sempre vivi, é  assim que trabalho, em qualquer coisa que eu faça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eu  sou obrigada a viver neste mundo, colega, neste nosso planeta, cheio de  pessoas mentirosas, desonestas, cínicas, maldosas…se sou obrigada a  viver aqui, tenho de fazer a diferença. Não adianta só reclamar dos  outros, do jeito que os outros são, do jeito que o mundo é, eu tenho que  fazer diferente. O que os outros acham ou deixam de achar, não me  importa. Eu vivo do jeito que acredito. Por isso também não me engesso  em nada. Minhas atividades não sou eu, minhas atividades são o que eu  faço. Continuo escrevendo. revisando…sou corretora de imóveis e  corretora ortográfica…risos…não me tasquem um rótulo, pois ainda que eu  passe a vida inteira trabalhando em uma imobiliária, vocês me verão  fazer milhões de outras coisas, paralelamente. Se alguém quiser me  rotular, vai gastar muito adesivo na vida.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"><strong>PS:</strong> Falando em divulgação, caso você conheça alguém que queira vender, comprar ou investir em imóveis e queira ajudar a me divulgar, meu e-mail para isso é rial.vanessa@gmail.com</span><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.vanessalampert.com.br/?feed=rss2&amp;p=84</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alguns esclarecimentos a quem insiste em dizer que quer fazer o melhor por seus gatos:</title>
		<link>http://www.vanessalampert.com.br/?p=27</link>
		<comments>http://www.vanessalampert.com.br/?p=27#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 17:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cuidando de Gatos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://lampert.com.br/vanessalampert/?p=27</guid>
		<description><![CDATA[

Por que insistir em conscientizar os proprietários de gatos sobre a importância de mantê-los sem acesso à rua em vez de brigar com os malvados que atropelam, envenenam, torturam&#8230; a culpa dessas atrocidades não é de quem as comete? Simples, pois é muito mais fácil e eficiente fazer com que quem REALMENTE GOSTA de gatos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<img class="alignnone size-large wp-image-28" title="tela" src="http://lampert.com.br/vanessalampert/wp-content/uploads/2009/11/DSC01175-1024x768.jpg" alt="tela" width="573" height="430" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que insistir em conscientizar os proprietários de gatos sobre a importância de mantê-los sem acesso à rua em vez de brigar com os malvados que atropelam, envenenam, torturam&#8230; a culpa dessas atrocidades não é de quem as comete? Simples, pois é muito mais fácil e eficiente fazer com que quem REALMENTE GOSTA de gatos se conscientize sobre a importância de castrá-los e não dar acesso à rua do que fazer com que psicopatas deixem de ser psicopatas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se com leis rígidas contra o assassinato de seres humanos ainda tem um monte de gente matando por aí, imagina em relação aos gatos, animais de que a maioria das pessoas não gosta e tem preconceito e a quem não há lei eficiente que proteja?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, gatos que vivem dentro de casa não estão sofrendo e infelizes. E não, gatos que têm acesso à rua não estão livres e felizes. Como eu sei disso? Porque meu conceito de felicidade e infelicidade felina não está apoiado em meus valores humanos (isso seria um contra senso, não? &#8220;Eu sou feliz transando, logo, meu gato é feliz transando também&#8221;), mas em como os gatos demonstram felicidade ou infelicidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porém, algumas coisas são universais: nenhum ser espancado é feliz. Nenhum ser envenenado é feliz. Nenhum ser torturado é feliz. Nenhum ser com ferimentos infeccionados é feliz. É só ter noção de causa e conseqüência. Um gato não castrado vai fazer pelo menos quatro gatinhos abandonados em cada gata que encontrar pelo caminho, em suas &#8220;andanças&#8221;. O que acontecerá com esses gatinhos? O que acontece com filhote de gato na rua? Os poucos que sobreviverem farão mais gatos abandonados, e a responsabilidade é do gato que originou tudo isso ou do dono que não o castrou? E a gata na sua casa que tem uma cria que você distribui entre os amigos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E os filhotes desses filhotes? O que seus amigos farão com eles? E os que fizerem filhotes pelas ruas? Isso não é responsabilidade nossa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: bold;">A realidade sobre a castração</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gatos são animais com uma grande profusão hormonal. Bem maior do que a nossa, aliás. Hormônios sexuais que os obrigam a reproduzir a espécie, para que não desapareça. Porém, há uma superpopulação de gatos sofrendo nas ruas e se reproduzindo descontroladamente (todo mundo sabe disso, não é?) logo, não há necessidade de mais reprodução da espécie.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas eles não gostam de &#8220;transar&#8221;? A atividade sexual dos gatos é regulada única e exclusivamente pela atividade hormonal, não tem o apelo emocional que tem nos humanos, por exemplo, nem é sequer prazeroso. Mas como a gente sabe disso? O pênis do gato possui pequenos espinhos, que servem para sangrar a vagina da fêmea, pois o espermatozóide do gato só sobrevive em meio sanguíneo. A dor e o sangramento estimulam a ovulação na fêmea.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O gato tem primeiro que brigar com outros gatos pela fêmea. Após muita briga, gritaria, arranhões, machucados e mordidas, ele vai até a fêmea que o aceita por causa do cio, induzido pelos hormônios. Ele morde a fêmea pela nuca, para imobilizá-la e introduz o pênis espinhoso. Ela grita de dor, não de prazer. E ele a segura para que ela não se mova, e possa, assim, perpetuar a espécie. Quando a solta, ele ainda apanha dela.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todo esse estresse é dirigido pelos hormônios que não têm a menor consciência de que a espécie sofre com a superpopulação. O gato chega em casa (quando tem casa) todo machucado das brigas e possivelmente não está nada feliz com essa situação, mas não pode evitar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: bold;">Quanto aos riscos&#8230;eles são animais, têm instintos, não se defendem sozinhos?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Doenças muito comuns em gatos, para as quais não há tratamento eficaz, nem vacina, como Peritonite Infecciosa Felina (PIF), Aids Felina (FIV) e Leucemia Felina (FELV) são transmitidas nas brigas, através de mordidas e do contato sexual. São muito contagiosas entre os gatos, embora não passem para os seres humanos. Como gatos não castrados &#8211; ou mesmo castrados &#8211; sem acesso à rua poderiam se defender de brigas de gatos infectados?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, gatos na rua estão sujeitos a atropelamentos (eles não sabem atravessar a rua, não entendem nossas regras de trânsito), envenenamentos, ataques de cachorros (aí sim, até podem correr para se defender, mas o último que eu soube que fez isso escapou de três cachorros que o perseguiam e na fuga colidiu violentamente com um carro que passava na rua e quebrou o pescoço. O motorista nem teve tempo de desviar) e espancamentos por pessoas ruins (de criaturas tão maiores, maldosas e mais fortes não há como se defender).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A castração e a criação indoor evitam que a vida do gato seja abreviada por motivos tão estúpidos. O que pode ser evitado não deve ser considerado acidente, nem visto com naturalidade quando acontece. Se o gato está sob sua responsabilidade, é seu dever protegê-lo do mundo criado pela nossa espécie e para a nossa espécie, tão hostil aos animais domésticos que não têm culpa de terem sido tirados de seu habitat há milhares de anos, perdido grande parte de seus instintos sem a menor possibilidade de desenvolver ferramentas para se proteger em meio aos humanos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: bold;">Com tanta castração, gatos não serão extintos?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gato castrado não se despersonaliza, ele só deixa de ser guiado exclusivamente pelos hormônios. Assim, ele pode viver tranqüilamente sua vida de gato, sem a neurose da perpetuação da espécie a qualquer custo (já que a espécie está mais do que perpetuada).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas se todo mundo castrar, eles não serão extintos? Quem se faz essa pergunta não parou para pensar ou nunca procurou sair às ruas à procura de gatos abandonados para alimentar. Eles saem bem tarde da noite, e voltam a se esconder assim que amanhece. Para começar, existem gatos em todos os lugares, se reproduzindo descontroladamente. Alguns nunca sequer serão pegos, pois são extremamente ariscos e morrerão doentes ou sob as rodas de algum carro, não sem antes se reproduzir muito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existem gatos nos bairros mais pobres, nas favelas mais distantes, onde as pessoas nem sequer ouviram falar de controle de natalidade e as próprias mulheres têm dezenas de filhos, que acabam não tendo condições de estudo, nem de um futuro. Essas pessoas criam gatos soltos e que se reproduzem descontroladamente, pois essa é sua própria realidade, vai demorar um bocado para que tenham acesso a informação e castração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existem pessoas ignorantes &#8211; e elas sempre existirão &#8211; cujos gatos continuarão a morrer atropelados, doentes, envenenados, assassinados e sem castrar, se reproduzindo descontroladamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existe uma superpopulação absurda de gatos abandonados, que só cresce, cresce e cresce. A possibilidade de extinção diante dessa realidade, parece piada. E é.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: bold;">E a liberdade? Gatos não são animais livres?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais um conceito que enxergamos baseados em nossos valores. O homem gostaria de viver solto, fazendo o que quisesse, andando de lá para cá sem medo e sem noção, transando com todo mundo sem responsabilidade, fazendo filhos que não precisaria assumir, apenas para provar virilidade. As mulheres gostariam de ter milhares e milhares de filhos para provar a maternidade, sem precisar criá-los ou se preocupar com seu futuro, ser desejadas por dezenas de machos, que se matariam por causa delas. É uma visão, de certa forma, romântica, e bem longe da realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A liberdade dos gatos na rua, da forma como imaginamos, não existe. Já falei da relação sexual, que não é nada bonita, nem prazerosa, e nunca poderia ser chamada de &#8220;namoro&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A estrutura social dos gatos urbanos é um tanto quanto agressiva. Existe um macho dominante (macho alfa) que, aliás, dificilmente vai ser o seu gato domiciliado (antes que algum homem ache legal a idéia do seu gato ser o macho dominante do pedaço). Eles têm uma sociedade dividida em classes (siiim!!), cada um tem seu território e briga por ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existem caminhos que pertencem apenas ao dono do território (e ninguém pode passar ali), outros caminhos são comunitários e também existem regras de tráfego bem definidas. Se um desavisado cortar o caminho do dono do território, pode até ser expulso, sem conseguir voltar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gatos que brigam na rua, guiados por hormônios, podem até se matar em uma disputa violenta, cegar ou machucar profundamente. É um mundo violento, com regras estruturadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas se é tão ruim, por que eles saem? Seus gatos não vão ficar pensando &#8220;Ah, lá fora o fulaninho pode me bater, o cachorro já correu atrás de mim, então acho que eu não vou sair&#8221;. Eles são curiosos e não têm noção. Embora até consigam se virar bem dentro da estrutura que eles próprios criaram, não conseguem lidar direito com a estrutura dos humanos: carros, motos, gente ruim, veneno, etc. Ao primeiro sinal de perigo, correrão para o lugar em que eles realmente são livres: suas casas (seu território). O gato que citei, que estava fugindo dos três cachorros, foi atropelado enquanto corria, desesperado e atento apenas aos predadores, em direção à casa onde morava com seu &#8220;dono&#8221;. Estava querendo voltar para a segurança de seu território, onde sabia que ninguém o machucaria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: bold;"> Dentro de casa</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gatos só são mesmo livres dentro de casa, pois ali é o território deles, onde eles se sentem seguros. Mas são curiosos e sempre irão querer passar pelas portas ou janelas que estiverem abertas para eles. Feche a porta de um cômodo qualquer da sua casa e imediatamente aquele será o lugar mais legal do mundo, no qual seu gato irá querer entrar a qualquer custo, até esquecer da idéia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gatos que vivem dentro de casa, com as janelas teladas não ficam miando desesperadamente para sair, sinto desiludir quem se apoiava nesse argumento. Mesmo o que eu adotei adulto e morava na rua, miou por apenas uma semana, pois tinha o hábito de sair (e hábito não é necessidade). Quando viu que eu não cederia, resolveu explorar o ambiente interno e começou a brincar, a se adaptar à nova casa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje ninguém tenta sair, ninguém fica miando desesperadamente, mas também não tenho sequer um gato apático em casa. Agora mesmo, acabaram de brincar de lutinha, o Tiggy está caçando seu ratinho de brinquedo e o Gatão perseguindo uma bolinha. A Ricota está bebendo água. Eles são bem livres dentro de casa, escolhem seus lugares preferidos, seus brinquedos preferidos, brincam bastante, comem bem e depois dormem junto da gente (ou no sofá da sala, quando está muito calor).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assistem à janela como assistimos à TV, curiosos com a movimentação de vizinhos, cachorros e pássaros. Eles são pequenos, até mesmo um apartamento de um quarto, como aquele em que eu morava no Rio, é um mundo para eles, pois ao contrário dos cachorros, eles sobem nos móveis, entram embaixo das coisas, o espaço não é apenas horizontal, tem várias possibilidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Meus gatos não são exceção, todo mundo que tem gato castrado sem acesso à rua sabe que eles vivem muito melhor do que os que tivemos em casa pelo método &#8220;antigo&#8221;. Quero ver alguém me dizer, por exemplo, que os gatos da Renata são infelizes porque não saem na rua:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://br.youtube.com/profile_videos?user=Renata34&amp;p=r" target="_blank">http://br.youtube.com/profile_videos?user=Renata34&amp;p=r</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E isso não é egoísmo. Garanto que seria muuuito mais cômodo ter meu gatinho para brincar e apertar, mas não ter o trabalho de levar ao veterinário, me responsabilizar por ele o tempo todo e ainda ter a tranqüilidade de dizer que ele &#8220;sumiu&#8221; ou que foi morto e culpar o vizinho, depois arrumar outro gato, sem peso algum na consciência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cara que odeia animais e envenena o gato que aparece sempre em sua casa está certo? Não. Alguma coisa justifica o que ele fez? Não. Mas ele não é obrigado a aceitar um bicho que ele não gosta em seu quintal. Não é mesmo. Isso não o faz menos assassino, não o faz menos monstro, não o faz menos malvado, nem menos psicopata, nem menos imbecil, covarde, fraco e babaca. Isso não faz com que ele esteja certo ao maltratar, mas mostra que ele não é o único responsável por esse acontecimento, pois ele não foi na casa da menina para matar a gata dela, ele teve seu espaço invadido por uma criatura que ele não sabe respeitar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É exatamente a mesma coisa de dizer que um pai é co-responsável pela morte de sua filha de dois anos, que ele deixou sair às onze da noite até a casa de um vizinho que já era suspeito de assassinar crianças, inclusive o irmão mais velho da menina. Não dá para dizer &#8220;é a vida&#8221;, nós temos responsabilidades e devemos assumí-las.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma criança não conhece a estrutura da nossa sociedade e os perigos da rua, é pequena, sem maldade e fraca demais para conseguir se defender de adultos, maldades e acidentes. Um gato adulto tem como se defender em sua sociedade felina, mas essa sociedade é estruturada dentro da nossa sociedade e das nossas ruas, para as quais ele também é pequeno, fraco e sem maldade, incapaz de se defender sozinho e supor os perigos que não são naturais, foram criados pelo homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Meu gato é louco para entrar dentro do forno. Se eu abro a porta, tenho que cuidar para que ele não se jogue lá dentro. Mas ele não tem instintos que deveriam protegê-lo dessa vontade? Pois é, avise isso para ele. Não é porque ele tem curiosidade de entrar no forno que eu vou achar que ele precisa entrar lá, que ele gosta e vai sofrer se eu não deixar. Se eu deixar e um dia ele entrar no forno ligado e se queimar, não posso dizer que foi culpa dele ou que &#8220;pelo menos ele morreu feliz, fazendo o que queria&#8221;. Seria um tanto quanto irresponsável de minha parte, não?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dizer que eles são livres nas ruas, que essa é a &#8220;natureza&#8221; do gato e que eles têm que &#8220;namorar&#8221; e são infelizes dentro de casa é argumento de quem não tinha até agora informação suficiente sobre a realidade da sociedade deles, da natureza deles e da vida de gatos castrados e sem acesso à rua.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gostaria que ninguém comentasse absolutamente nada antes de ler (e ter certeza de que entendeu, nem que precise ler mais de uma vez) tudo o que escrevi. Sei que é muita coisa, mas também sei que ninguém está interessado a exercitar preguiça mental e que todos têm interesse em informações, não apenas em manter suas opiniões arraigadas e &#8220;ganhar a discussão&#8221;. Eu não quero ganhar nada, meu interesse é ver menos gatos nas ruas, e esse é o único caminho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: bold;">Assunto sem fim</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já escrevi um ensaio sobre isso. Quem quiser ler, por favor, fique à vontade:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://vanessalampert.blogspot.com/" target="_blank">http://vanessalampert.blogspot.com/</a>,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesse artigo também estão listadas as fontes que usei para pesquisa e também para saber o que eu repeti neste post que acabo de escrever aqui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: bold;">PS:</span> Resolvi escrever esse texto porque cansei de repetir sempre as mesmas coisas e ouvir sempre os mesmos argumentos que já foram mais do que refutados pela prática. É consenso entre as entidades sérias de proteção animal de que a castração e criação indoor (sem acesso à rua) é a melhor forma de cuidar de gatos e ao mesmo tempo proteger a espécie. Acredito que quem gosta de gato não gosta apenas do seu gato, mas de todos, e se preocupa com a espécie inteira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Idéias pré-concebidas e mais do que ultrapassadas, mitos como o que prega que a castração deixa o animal letárgico, que a castração deixa o animal infeliz, que gato precisa &#8220;dar voltinhas&#8221;, que gato se apega à casa e não ao dono, que mulher grávida pode pegar toxoplasmose acariciando qualquer gato (argh, por favor, se você não tem o hábito de comer fezes de gato infectado pelo toxoplasma expostas no ambiente por 48 horas, ou comer a carne crua de gatos infectados pelo toxoplasma &#8211; e poucos gatos são infectados &#8211; não se preocupe com uma possível transmissão de toxoplasmose pelos gatos. Muito mais importante é cuidar da higiene dos vegetais que você consome e do cozimento da carne que você costuma comer. Toxoplasmose se pega por via oral, dessas maneiras), que gato é traiçoeiro, etc. etc. etc. são coisas que só prejudicam aos pobres animais, que nada têm com a ignorância humana. E além de prejudicar os gatos, me deixam muito, mas muito revoltada e chateada por ver o quanto minha espécie ainda está atrasada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E de uma vez por todas: é muito fácil não dar acesso à rua a um gato castrado (e de preferência, castre as fêmeas antes do primeiro cio, com quatro ou no máximo cinco meses. Não, não há risco maior que os benefícios nesse caso. E os machos, com cinco ou seis meses. Embora possa ser feita a castração precoce, mas aí o procedimento é diferente), basta instalar redes de proteção em todas as janelas (inclusive nos vitrôs).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A quem mora em apartamento, redes de proteção são obrigatórias, mas se você mora em casa e quer que seus gatos tenham acesso ao quintal, pode telar os muros e o portão, de maneira a não deixar nenhum lugar pelo qual ele possa escapar. Algumas idéias de tela nesse site:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://mopibichos.sites.uol.com.br/modelosdetela.htm" target="_blank">http://mopibichos.sites.uol.com.br/modelosdetela.htm</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: bold;">PS2: </span>Eu estou gripada e quando não estou me sentindo fisicamente bem, minha paciência fica um pouco mais prejudicada do que o normal, então resolvi publicar aqui esse post, para facilitar a divulgação dessas informações. Inclusive da próxima vez em que precisar explicar tudo isso vai ficar muuuuito mais tranquilo: é só colar o link. Coisas que só ter seu próprio blog faz por você. <img src='http://lampert.com.br/vanessalampert/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.vanessalampert.com.br/?feed=rss2&amp;p=27</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
